sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Estou aqui

Olá, pessoas...

Às vezes sinto vontade de voltar a escrever, às vezes não...

E outro dia recebi uma mensagem me pedindo que voltasse, pois minhas palavras estavam ajudando. Então, cá estou eu de novo!


Fiquei feliz por conseguir transmitir meus sentimentos aqui no blog.

Pouco mais de dois meses se passaram desde o rompimento, e não voltei aqui desde então.


Como eu estou?
Incrivelmente serena, em paz, leve e confiante no amor misericordioso que o Poder Superior demonstra por mim todos os dias.

Como ele está?
Diz que está bem.
Morando sozinho, não está indo ao grupo, começou a namorar (claro que isso era previsto!), está se divertindo bastante (???), trabalhando, e blá blá blá...
E não sei de mais nada! E também não procuro saber pois se assim o fizer, não estarei deixando Deus agir sobre meus sentimentos.
TODOS sabemos que a DQ é uma doença progressiva, o que significa que não preciso "desenhar" o que pode acontecer se ele não fizer o sugerido pelo programa.

Não pretendo mais falar sobre ele nas minhas postagens, não tenho esse direito. Por escolha dele, a vida dele não cabe mais a mim.
Caso eu busque desesperadamente saber como ele está levando a vida, alimentarei a dor em mim. Não quero isso. Decidi não sofrer!

"Os meus pensamentos desencadeiam os meus sentimentos. Ou seja, se eu tiver pensamentos ruins, terei sentimentos ruins" 

A decisão dele doeu demais, claro. E confesso que às vezes ainda sinto uma ponta de dor.
E quando soube, por ele mesmo, que começou a namorar, a dor voltou com força total.

Mas, assim como ele escolheu partir, eu vi que também tinha que tomar uma decisão: sofrer e cair na autopiedade e depressão, ou acreditar que Deus sabe de todas as coisas.

Escolhi a segunda opção.
"A dor é inevitável, o sofrimento é escolha!"

Nos últimos dias refleti bastante sobre tudo, desde o início de nossa história, e uma única palavra pode definir o que sinto hoje: GRATIDÃO!

Tenho muita gratidão a Deus por tudo que vivi, apesar dos momentos de dor.
Aprendi muito, cresci.
Compreendi sobre o amor incondicional e o desligamento...
Aprendi a me perdoar pelos erros cometidos e a me livrar de culpas que eu não tenho.
A me despir de qualquer olhar preconceituoso e a não julgar ninguém.

Precisei estudar para conseguir lidar com a adicção.
Precisei viver em meio a um tsunami para me tornar uma pessoa infinitamente melhor.

Não me arrependo de, absolutamente, nada e tampouco acho que foi tempo perdido. Sou muito melhor hoje.
Fiz o que Deus me pediu. Cumpri minha missão e FIM.
E hoje posso dormir me paz sem me preocupar com o dia de amanhã.
Hoje sou capaz de ver minha vida, e tudo que está ao meu redor, com outros olhos.

Portanto, não cabe a mim questionar nada. Se Deus me acha tão forte a ponto de ter me dado uma missão tão delicada, é porque sou.

Eu não teria desistido, mas também aprendi que sou impotente perante as decisões e escolhas do outro. Isso ajudou na aceitação!
A relação com um DQ é uma relação que requer muita cautela, sabedoria, limitações e fragilidades. Eu nunca senti que era um fardo, mas tenho consciência que era uma bomba relógio programada diariamente.
E hoje, essa bomba não corre mais o risco de explodir diante de mim

Sendo assim, não tenho como não ser grata!

Só Por Hoje acredito nos propósitos de um Poder Superior que é amoroso e misericordioso, e que não me abandona nunca.
Graças a Ele, a um programa de recuperação e as orações e vibrações positivas de pessoas amigas, estou serena e certa de que esse rompimento foi o melhor para mim.
Sei que Deus está preparando meu jardim, e que as flores nascerão lindas e perfumadas.

Hoje me sinto mais paciente e certa de que o Outono é uma estação tão linda e importante quanto a Primavera. Sem o Outono, as flores não seriam as mesmas.

Só Por Hoje sei que estou muito bem e que meu sorriso exala o perfume das flores que plantei com muito amor.

Só Por Hoje não quero me preocupar com o amanhã, pois sei que Deus quer o meu melhor e sabe de todas as coisas.

Desejo paz e serenidade a mim, a você que está lendo e a ele.

domingo, 22 de junho de 2014

Se você ama alguém...

Minha história chegou ao fim...

Sim, é isso mesmo.
Nós terminamos.
Ele está indo embora, vai seguir os rumos dele, voar com suas próprias asas.

Não, ele não está voltando para a ativa.
Só por hoje ele continua limpo e sereno.
Aliás, o propósito dele é manter-se limpo, sem ter que se apoiar em ninguém (em mim ou na mãe).

A dor que sinto agora é a mais profunda que já senti na vida, por isso não quero falar sobre ela. Não quero entrar em detalhes.

Pensei em excluir o blog, mas refleti bem e optei por não fazer isso.
Vou deixar minha história aqui. Talvez possa ajudar alguém.
Aqui tem muito amor registrado.
E o amor não pode ser deletado.

Foram mais de três anos juntos, ou seja, foram 16 estações do ano...
De dor, de luta, mas principalmente de muito amor, dedicação e cumplicidade.

Hoje ele disse:
"Você salvou minha vida... Não considero que nossa história seja apenas de três anos. Para mim, é uma história de uma vida inteira..."

E se você se perguntar se eu me arrependo de algo, de ter entrado de cabeça e  vivenciado isso tudo, não penso duas vezes em te responder: Não, eu não me arrependo de nada, e viveria tudo novamente...

Eu sempre acreditei, e ainda creio, que nossa história é verdadeira e abençoada.



Por isso, por mais que doa, preciso deixá-lo ir.
E, principalmente, deixar que o Poder Superior console meu coração, cuide de meus pensamentos e guie meus caminhos a partir de agora. Ele está no controle.


Se for da vontade Dele, nossos caminhos se cruzarão novamente... Um dia, talvez sim, talvez não...
O amanhã, a Deus pertence...

Orem por mim!

Paz e serenidade a todos.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O Relacionamento Significativo

Bom dia, amigos!

Paz e serenidade...
Meu sumiço me incomoda, mas ando trabalhando tanto, e fico praticamente o dia todo diante do computador, que chego em casa sem forças para voltar para a frente do PC.
Minha visão fica extremamente cansada e  como isso pode ajudar as crises de enxaqueca, prefiro evitar!

Como eu disse na última postagem, sai de férias durante o mês de maio e retornei ao trabalho em junho. Fizemos uma viagem rápida, de 4 dias, para a Bahia, mas aproveitei mesmo as férias para fazer algo que não fazia a muito tempo: ABSOLUTAMENTE NADA!
E foi uma das melhores decisões que tomei na vida. Aproveitei também para me divertir horrores com a pequena Flor mais perfumosa que existe em meu jardim. Aliás, minha Florzinha completou UM aninho! (Vivaaaa!!!)
Ela chegou na minha vida em um momento bem difícil, quando ele precisou voltar para a clínica, por 30 dias, ano passado. Eu estava completamente sozinha e desorientada, já que minha outra cachorrinha (a Mel) me trocou pela minha mãe (rsrsrs), e a gatinha (Fifi), como todos os gatos, só interage quando ELA quer interagir.
Eu estava com um tremendo buraco dentro do peito, e ela me ajudou a preencher o enorme espaço vazio.

Mas, graças a Deus, aquela fase passou e não vou me desgastar falando e pensando no que já se foi...

Descansei bastante nas férias desse ano e retornei ao trabalho com força total!

As coisas estão caminhando bem.
Como diz meu cantor e compositor preferido, Almir Sater:
"Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a a certeza 
De que muto pouco eu sei
Ou nada sei..."

Algumas flores estão renascendo, ainda mais perfumadas, no jardim da minha vida...
Estou conseguindo controlar os barulhos da minha mente, entregar meus anseios ao PS, silenciar mais. Alguns tropeços, às vezes, mas muito melhor que ontem...

Definitivamente compreendi que o único dia que existe é o HOJE.
ONTEM já se foi... E o AMANHÃ, nunca vou conseguir chegar nele...

É difícil não pensar no amanhã, mas tenho me forçado muito a não sofrer mais por antecipação e a não criar dentro de mim a tal da expectativa!

Quando erramos um com o outro, procuro refletir bastante sobre o que aconteceu e tento corrigir o que cabe a mim, e fazer diferente no momento seguinte.

Estou pedindo muito a Deus para me ensinar a controlar meus pensamentos:
"Guie os meus pensamentos e que esses pensamentos possam guiar minhas ações"
(Livro azul, 17 de março) 
Está funcionando! Estou feliz com isso!

Na reunião do Nar-Anon da semana passada trabalhamos a leitura de um texto muito bom, e gostaria de partilhar com vocês.
Sutilmente a leitura nos conduz aos caminhos do deligamento com amor, que é extremamente difícil de ser praticado, mas que também é extremamente saudável, quando conseguimos praticar.
Achei o texto absolutamente perfeito!


O RELACIONAMENTO SIGNIFICATIVO
(autor desconhecido!)

"Aprendi que você e eu somos mais felizes um com o outro quando podemos manter um sentido de separação mútua e a capacidade de aceitar tal separação.
Essa separação implica que você e eu somos dois indivíduos únicos e distintos. Você tem seus próprios sentimentos, atitudes e valores. Aquilo que você é, está OK para mim, e aquilo que eu sou, está OK para você.

Esse sentido de separação também significa que aquilo que você é diz respeito, em primeiro lugar, a você, e aquilo que eu sou diz respeito, primeiramente, a mim. Eu não sou responsável pelo seu destino, e você não é responsável pelo meu.

Será que o sentido de separação significa que cada um de nós deve seguir seu próprio caminho sozinho, sem ter qualquer ligação um com o outro?

Não, absolutamente. Eu iria continuar querendo que você tivesse interesse em mim e nas coisas que me acontecem, da mesma forma que eu tenho interesse em você. Mas, para manter esse sentido de separação, eu não posso deixar meu carinho por você sair fora de controle e pressioná-lo a se tornar o que eu quero que você se torne, nem posso permitir que você me molde na forma como quer que eu seja.

Se realmente me interesso por você e gosto daquilo que você é, eu deixarei que siga a sua própria direção. Se você gosta realmente do que sou, você, da mesma forma, me deixará conduzir a mim mesma.

Eu nem sempre irei gostar do que você fizer ou disser algumas vezes, e às vezes você não se sentirá bem com as coisas que eu fizer ou disser. Quando isso acontecer, não farei com que você mude e gostaria que não tentasse me mudar. Mas mostrarei que me preocupo com você, fazendo com que saiba como me sinto quando estou chateada com você, e, se você decidir ou não mudar o que disse e fez, em resposta ao meu interesse por você, essa é uma decisão sua, não minha.

Gostaria que você demonstrasse que se importa comigo, compartilhando seus sentimentos quando eu fizer algo que te incomoda, mas também deixando com que eu mesma decida se quero mudar o que faço."


Estou lutando, diariamente, contra mim mesma para que eu consiga deixar o controle e me desligar com amor das situações que vivencio. Sejam elas relacionadas ao adicto ou não.
Quando consigo fazer isso, me sinto muito mais leve.
O que significa que é bom!

Quando li esse texto, durante a reunião, minha máscara caiu de vez. Vi o quanto ainda sou controladora e doente, rsrsrs, e falei sobre isso em minha partilha.

Explicando...

À medida que lia, imediatamente senti vontade de reler com meu amor em casa, juntos... Mas quando cheguei nos trechos:

"...Se realmente me interesso por você e gosto daquilo que você é, eu deixarei que siga a sua própria direção...
Eu nem sempre irei gostar do que você fizer ou disser algumas vezes,... Quando isso acontecer, não farei com que você mude e gostaria que não tentasse me mudar..."

Meu pensamento automático, porém inconsciente, foi: "Esse pedaço não vou ler não..."

Gente, eu ri de mim mesma ao ter consciência do que pensei. E percebi que ainda tenho um longo caminho a percorrer.
Mas, no momento da partilha, agradeci ao grupo e ao PS, porque eu percebi minha necessidade de controle no mesmo instante que o pensamento veio. Ou seja, não deixei minha mente me dominar.

É o Programa funcionando!
Graças a Deus...

Estou fazendo minha parte e seguindo em frente...
Estou escrevendo os passos no Diário de Recuperação.
Às vezes vem um certo receio do que virá pela frente, mas ai me lembro que nunca conseguirei chegar no AMANHÃ, então, deixo o medo para lá...
Lembrando sempre que "...é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir..."

Paz e serenidade a todos e a certeza de que só tenho HOJE para viver...

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Se um dia a casa cair... Reconstrua....

Eiiiiii... 

Nossa, quanto tempo!
Andei sumida. Muita coisa aconteceu por aqui (comigo, vale frisar!).

Atualmente estou de férias, mas no último mês de trabalho eu estava tão abarrotada de coisas que chegava em casa mais morta que viva, sem forças para voltar para frente do computador.

Bom, mas vamos lá...
Quando iniciei o blog eu já havia passado por muita coisa com  meu adicto.
A fase da ativa havia chegado ao fim, graças a Deus, e estávamos recomeçando a escrever nossa história juntos.
Naquela época eu já tinha um bom conhecimento sobre a doença dele e também sobre a minha (codependência).
Eu estava vivendo minha primavera, minha poética primavera.

E o tempo correu...

E vieram algumas recaídas, tanto as dele, quanto as minhas.

A codependência, assim como a DQ, deixa a gente cega, louca, surtada, sendo assim, também estamos sujeitas a recaídas emocionais. 

Hoje, quando olho pra trás, percebo que minhas recaídas foram muitos mais graves e frequentes que as dele.
Tento me perguntar o "porque", mas ainda não consegui chegar a resposta.

Ele saiu da clínica em setembro de 2012, e tudo ficou bem por uns meses. Mas, a partir do início de 2013 nós dois entramos em ciclos doentios.
Foi horrível!
Ambos totalmente recaídos e doentes.

Ele na arrogância, prepotência e auto-suficiência, e eu no ciclo depressivo da auto-piedade.

Foram brigas horrendas, palavras de dor, vontade de desistir de "chutar o balde".
Em alguns momentos eu sofria tanto, tanto, que desejava apagar tudo da minha vida (no sentido de memórias, por favor...).
Eu queria que nós nunca tivéssemos nos conhecido. Sentia ódio de mim mesma por ter entrado nessa relação.

Desejei ser a Bela Adormecida... Dormir por cem anos e não me recordar de nada quando acordasse.

Mas, em outros momentos, quando eu desejava lutar para sair do martírio da dor, eu me lembrava daquela canção do Titãs:

"Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma ideia vale uma vida

Quando não houver esperança
Quado não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança

Enquanto houver sol..."

E então eu tentava renovar minhas forças acreditando que ainda deveria haver esperança. 

Mas preciso deixar claro aqui, que eu não era nenhuma vítima na história, ao contrário, ambos estávamos errados. Não tenho o direito de atribuir-lhe a culpa de tudo que não dava certo.
Foi então que eu conheci o Nar-Anon. Eu estava afastada do Amor Exigente já tinha algum tempo.

Estou completando UM ANO de Nar-Anon, e GRATIDÃO é a única palavra capaz de traduzir meus sentimentos em relação a essa Irmandade.

E ao longo desse UM ANO, será que eu consegui me manter bem e lúcida?
Será que consegui encontrar a paz e a serenidade?
Será que consegui fazer o sugerido?

NÃO!!!! Absolutamente NÃO!
Mas ainda assim sou muito grata!
Grata por um Programa que salvou, e está salvando diariamente, a minha vida.

Hoje, e digo hoje mesmo, consigo ver exatamente em que ponto eu erro (sim, ainda erro demais!).
Eu me cobro além da conta, quero ser perfeita, quero que tudo se encaixe bem.

Nas reuniões a gente sempre escuta que "o segredo está na próxima". Na literatura a gente lê que "cada um tem seu tempo de entrar em recuperação".
E eu deixei minha ansiedade me sabotar de maneira cruel diversas vezes.

Desde que conheci o Programa, percebi que minhas recaídas foram piorando, foram mais dolorosas.
É muita loucura!

E então, recentemente, comecei a me observar. E finalmente senti que o Programa estava entrando na minha vida.

Algumas máscaras começaram a cair.
Descobri que não sou nenhuma santa, descobri que eu também sou muito manipuladora dos meus sentimentos.
É como se, se repente, um espelho aparecesse diante de mim e me fizesse ver quem eu realmente sou!

Isso doeu demais, mas está me tirando um peso dos ombros, pois significa que estou começando a entender de verdade que se eu não deixar o controle, permanecerei na montanha russa emocional.

O Lema "PENSE" nos diz que: 
"Precisamos perceber e aceitar que são os nossos pensamentos que geram os nossos sentimentos, ou seja, se estamos acostumados a produzir pensamentos negativos e perturbadores, desenvolveremos sentimentos ruins e desagradáveis, como o medo, a culpa, a autopiedade e a raiva."
(Muito eu!)

Minha mente é doentia e minha imaginação é extremamente fértil, e esse é o motivo de eu viver no ciclo.
É como se meus pensamentos me impedissem de seguir adiante, por mais que eu saiba que tudo não passa de loucura e auto-sabotagem, eu não consigo vencê-los. 
E isso faz com que eu protele minha recuperação.
Faz também com que eu sinta muito dor. Uma dor que sufoca.

O Poder Superior me diz que tenho que soltar a corda, e eu finjo que solto, mas continuo segurando uma pontinha do fio.

No último domingo cheguei a um momento de decisão. Eu estava discutindo (por motivos fúteis, mais uma vez) com ele, quando ele soltou a frase:
"É isso que você quer? Viver com uma casa linda e sozinha? Acorda!"

Eu simplesmente sai de perto, respirei fundo e olhei para mim mesma, e para o que eu estou fazendo com minha vida (que é linda) e me perguntei:
"E então, responda, é isso que você quer? Viver assim, nesse ciclo?"

Depois um anjo soprou ao meu ouvido:
"Desiste, Flor... Pare de buscar resultados diferentes fazendo as mesmas coisas!"

Pois é, minha casa está caindo, e por isso, finalmente, eu resolvi escutar esse anjinho, porque ele vai me ajudar a reconstruir a casa. Ainda dá tempo!!

.........

Naquele instante, eu sai de casa e fui a um lugar que eu já estava protelando em ir há algum tempo. E quando foi a minha vez de falar eu disse:

"Minha mente é doente e extremamente fértil, e meus pensamentos funcionam na velocidade da luz!
E por isso eu vivo numa montanha russa emocional.
É como se a voz de um anjinho soprasse ao meu ouvido o tempo todo 'fica quieta, não vai dar certo se você falar isso ou fizer aquilo. Deixa pra lá. Silencie.'
Mas ao invés de ouvir o anjinho, eu o ignoro e faço a besteira mesmo assim! Eu me saboto.
Eu não tenho um anjinho de um lado e um capetinha do outo lado, como a gente vê nos desenhos animados. Eu só tenho o anjinho, mas eu não dou importância ao que ele está me dizendo...
Eu ainda não descobri porque eu me saboto tanto. Talvez seja medo de encarar a realidade, de descobrir quem eu realmente sou... Sei lá...
Eu já sei que não sou santa, estou começando a ver meus defeitos de caráter na minha frente. Isso dói bastante.
Não sei o que acontece comigo, só sei que estou muito cansada de viver assim. Minha vida é maravilhosa, mas parece que eu tenho dificuldades em desfrutá-la.
Então é por isso que estou aqui, e pretendo continuar voltando, porque eu sei que o segredo está na próxima!
Obrigada por vocês terem me ouvido."

Foi com o intuito de dar início ao processo de  reconstrução que eu procurei uma Sala.
Era uma sala de outra Irmandade de 12 Passos, Lemas e Tradições.
Era uma sala de Neuróticos Anônimos, cujo programa é direcionado para os males emocionais, as doenças da alma.
Percebi que lá tem também adictos e codependentes, que buscam, assim como eu, unificar os programas de outras Irmandades a esse.
Foi muito bom!

A codependência, assim como a DQ, ou ainda a diabetes, não tem cura.
Cabe a nós decidir se vamos deixar que ela nos controle ou se vamos buscar as armas para controlá-la.
Cabe a nós decidir se vamos continuar nos escondendo atrás de nossas máscaras ou não.

Consegui enxergar que Deus não desiste de mim, e por isso eu também não tenho o direito de desistir, pois isso seria INGRATIDÃO.
Então eu decidi lutar por mim mesma.

Se GRATIDÃO é a palavra que define meu sentimento, é nela que eu tenho que focar.
E é isso gente.

Estou tentando viver um dia de cada vez.
Se não der certo, uma amiga me deu uma dica: viver uma hora de cada vez, um minuto de cada vez, e vamos que vamos...
Uma hora a gente acerta!
]Paz e serenidade a todos!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Bioquímica

Olá pessoal...
Paz e serenidade a todos!

Algumas vezes a minha mãe, dentro de sua ingenuidade e limitação para compreender a doença, me faz a seguinte pergunta: "Filha, ele está usando alguma coisa, às vezes? Você consegue saber se ele usou algo?"

Eu tento explicar-lhe que ele não tem mais controle, e que se usar qualquer coisa não conseguirá me esconder, que ele não vai conseguir "usar ou beber só um pouquinho e parar". E então ela se acalma, mas não consegue entender muito bem o porque de ser tão difícil, tão complicado. Acho que a cabecinha dela se enche de nós! Rsrsrs...

Já mencionei aqui que sou professora de Química, e hoje é a professora quem vai escrever para vocês. Talvez muitos tenham os mesmos nós na cabeça que minha mãe.

Estou finalizando um curso sobre tabaco, álcool e outras drogas, oferecido pela UFES. Foi um curso muito proveitoso. E esse mês iniciarei um outro específico para professores, da SENAD.

A dependência química é uma doença crônica e progressiva, além de complexa. O uso contínuo de substâncias psicoativas é capaz de provocar mudanças na estrutura/funcionamento do cérebro, ou seja, afetam diretamente o sistema nervoso central causando alterações mentais ou psíquicas.

Os neurônios são células nervosas responsáveis por transmitir as diversas informações ao cérebro, e ao corpo como um todo (dor, fome, medo, prazer, frio, sono, decisão de se locomover, etc...). Os neurônios liberam diversas substâncias químicas (neurotransmissores) que irão transmitir as informações necessárias (novamente: dor, fome, medo, prazer, etc...).

As drogas têm a capacidade de imitar os efeitos dos neurotransmissores. 

Como?

Vamos lá...

O cérebro possui um núcleo de prazer denominado "sistema de recompensa", cuja função é estimular comportamentos que favoreçam a manutenção da vida (entram aqui as atividades que causam sensação de prazer e bem estar: alimentação, sexo, lazer, sono, etc...).

As drogas agem, justamente, nessa região, gerando um prazer artificial, intenso e imediato. Concorrência desleal com as situações cotidianas, na qual o sujeito precisa enfrentar processos para alcançar o prazer desejado. Elas corrompem os mecanismos fisiológicos do cérebro, ou seja, o estímulo motivacional normal para se alcançar o bem estar é perdido, uma vez que a mesma sensação (e até maior) pode ser conseguida através de uma substância psicoativa.

Como?

O neurotransmissor responsável por agir no sistema de recompensa é a dopamina. A quantidade de dopamina produzida que não foi utilizada pelo cérebro, é recaptada e armazenada. A droga impede essa recaptação, fazendo com que haja um excesso da substância, o que causa uma enorme sensação de prazer e bem estar.

Com o uso constante o cérebro deixa de ser capaz de executar suas funções normais e passa a necessitar da droga para produzir dopamina.

Quanto mais rápido o início dos efeitos da substância psicoativa de uso, maior a intensidade dos mesmos, entretanto e menor o tempo de duração. Isso faz com que o usuário sinta a necessidade de buscar novamente pelos efeitos iniciais, o que aumenta o risco da dependência. O que explica os altos índices de dependência por cocaína e crack.

É isso minha gente, espero ter sido clara em minha "aulinha". Procurei utilizar termos não tão técnicos para facilitar a compreensão.

Ou seja...
Não é tão simples tratar a dependência química... É orgânico, é físico e psicológico. Tudo junto e misturado!


Ah, e, apenas como curiosidade, a cocaína tem efeito vasoconstritor (contrai os vasos sanguíneos), e por isso, antigamente chegou a ser muito utilizada como anestésico pela medicina.


Atualmente estou lotada na Secretaria de Educação e lá eu componho o Comitê de Prevenção às Drogas na Educação. Uma de nossas ações foi a criação de um site para auxiliar o trabalho dos professores na abordagem da temática. O site é um sucesso e já ultrapassamos os 100.000 acessos em sete meses.

Confira:



Um excelente restinho de semana a todos, com muita paz e serenidade!


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

15 de fevereiro e 12 de fevereiro

Olá, pessoal!

As coisas estão caminhando bem em minha vida. Graças ao meu Poder Superior, Deus, na forma como eu compreendo.
Estou em fases de altos e baixos emocionais, para variar, mas mesmo assim estou muito bem, não estou completamente recaída.
Digo isso porque, mais que nunca, estou me aprofundando no Programa e refletindo muito a cada tropeço. Ainda não me debrucei na literatura como gostaria e deveria, mas os momentos de reflexão já estão me dando muita força.

Tem dias que a dor é insuportável, quase uma abstinência, mas quando sentimentos assim chegam, eu "grito" silenciosamente a Oração da Serenidade, tento me acalmar o mais rápido que posso, e direciono meu pensamento para os lemas. Sábios lemas...

Meu amor também está bem. Se dedicando muito ao trabalho e comprometido com o Grupo. Esses dias ele comentou que vai junto com uns companheiros fazer o que eles chamam de HI para ver como é (visitas a hospitais e instituições). Sempre que possível ele também dá um pulinho na Clínica para rever os companheiros e partilhar um pouco com eles. O ambiente lá é leve e as portas estão sempre abertas aos ex-internos.

A recuperação, tanto do DQ quanto do codependente, é um processo milagroso e lento.
Cada dia é um novo dia, cada dia é uma chance de recomeçar, portanto, se erramos hoje, amanhã podemos tentar novamente, a fazer o certo para acertar.
Digo que é um processo milagroso porque viver o HOJE é bíblico. Ontem e amanhã são dias que não existem. Eu só tenho o hoje para viver.
Mas, ao mesmo tempo que isso é óbvio, verdadeiro e simples, é muito difícil de ser praticado. O que não quer dizer que seja impossível...

Mas vamos ao que interessa...
A postagem de hoje não será para falar de recuperação, trabalho, ou coisas afins... Ela será especial!
Meu último post foi no dia 12 de fevereiro, mas a correria não me permitiu dar conta de que dia era. Esse dia, assim como o dia 15 do mesmo mês, possui um significado muito especial na minha vida.

Vamos lá... Vamos falar um pouco sobre eles...

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15 de Fevereiro de 1999, segunda-feira de carnaval a tarde...

Era carnaval... Eu estava com um grupo de amigos numa cidade litorânea do ES, e meio enrolada com um carinha.
E então, na tarde desse dia, eu e uma grande amiga estávamos numa mesinha de um bar de frente para a praia, sobre a sombra de uma castanheira bem grande, enquanto o trio elétrico passava com seu barulho ensurdecedor. Nós estávamos em pé em cima do banco, para "olhar o movimento por cima". Até que ela falou ao meu ouvido (papo de garotas solteiras curtindo o carnaval na praia, rsrsrs):

"Amiga, olha ali do lado. Aquele carinha sem camisa, de bermuda amarela e óculos espelhado. É o S. Ele é lá da minha cidade, eu o conheço um pouquinho. Olha como ele é fofo. Se você der mole, rola..."

O segundo seguinte às palavras dela, quando eu olhei para o lado buscando o que ela me mostrava pode ser descrito como uma cena em câmera utra-lenta de filme romântico, na qual o casal se vê pela primeira vez...

Nos olhamos simultaneamente, ele retirou o óculos espelhado (péssimo, por sinal! rsrs) e permanecemos assim por cerca de 5 segundos, mas, como a cena estava em câmera ultra-lenta, durou 5 horas!
Ele estava bêbado, claro, mas lúcido. E eu levemente alterada...
O sol estava refletindo nele.
Senti as borboletas começarem a bater as asas dentro do meu estômago desesperadamente.
Não nos falamos, nem sorrimos um para o outro, nem nos apresentamos, nada... Apenas "nos vimos".
Nem mesmo nos dias que se seguiram do carnaval, nada aconteceu...
Eu sabia apenas o nome dele, de onde ele era e que ele estava disponível. Entretanto, eu estava enrolada, e para piorar, o carinha era da mesma cidade dele, eram conhecidos, talvez até amigos.
Ele sabia menos ainda de mim! Apenas que eu estava com esse cara... Dias depois, veio a saber também que minha amiga estava namorando com um de seus melhores amigos, quase primos.

Eu sei que o sentimento dele não foi o mesmo que o meu naquele momento. Na verdade, eu também ainda não havia mensurado e nem percebido a importância daquela cena. Ele era um bon vivant que só queria saber de curtir a vida adoidado. Era "o carinha popular da cidade", que "pegava todas as garotas que queria".
Eu sempre fui mais tranquila, romântica, no estilo "aprecie com moderação"... Mas eu também não me importei muito. Achei-o interessante, apenas isso! Se futuramente rolasse, ótimo, se não, ótimo também!


O primeiro beijo só aconteceu alguns meses depois, em abril ou maio, em um churrasco na casa de uma outra amiga. Foi bom desde a primeira vez. Uma química muito forte aconteceu entre a gente. A partir de então, foram várias saídas, beijos, risadas (ele sempre soube me fazer rir), encontros, loucuras, abraços, desencontros, alguns combinados, outros não. O tempo corrido máximo que ficamos juntos foi um mês. Mas todas as vezes que nos encontramos, sempre rolou algo. A última vez que ficamos juntos foi no réveillon de 2005, depois, não tive mais notícias.
Nunca houve compromisso, e nem a pretensão de que um dia aquela troca de olhares do carnaval chegaria ao ponto que estamos hoje.

Não imaginei que as borboletas que bateram asas no meu estômago naquele dia ficaram ouriçadas além da conta porque previam o que estava por vir no futuro. Mas o fato é que aquela primeira imagem, naquela tarde de carnaval, NUNCA saiu da minha cabeça, e isso sempre me intrigou, porque nunca tivemos nada sério. Eu sempre me recordei de cada detalhe daquele instante, que não durou mais que 5 segundos!

Eu o amo... Tenho certeza disso.


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12 de fevereiro de 2011, sábado, o dia todo...

Parece que foi ontem, mas já se passaram 3 anos! Nossa!

Nosso último encontro acontecera no réveillon de 2005, e desde então, nenhuma notícia, nunca mais, até que num dia qualquer de Setembro de 2010 meu amor me "achou" via telefone. Conversamos e nos encontramos rapidamente na rua, mas, dias depois ele sumiu do mapa novamente. Como esse era um comportamento típico dele, inicialmente eu não estranhei. Mas eu comecei a ter vários sonhos ruins, e decidi partir para uma busca desenfreada por notícias. Até que a mãe dele me contou que ele estava internado em uma comunidade terapêutica na cidade de Ipatinga - MG.

Começamos a nos corresponder por cartas (era o único contato permitido). Ainda tenho TODAS guardadas.
E em fevereiro a mãe dele permitiu que eu fosse visitá-lo.
A viagem de Vitória até lá dura cerca de oito horas de ônibus. Cheguei na cidade às 5h da manhã, porém a visita era somente a partir das 8h. Fiquei sentadinha no banquinho da (micro) rodoviária até dar o horário, feliz da vida! Nada abalava minha empolgação.

Não havia nada de concreto entre nós. Só tínhamos as lembranças de um "lance rápido" que acontecera no passado. Nunca namoramos, apenas nos enrolávamos. Isso significava que eu estava ali apenas como uma amiga, nada mais... Tentei me convencer disso, mas claro que não consegui.

Da mesma maneira que me recordo de cada minuto do momento em que o vi naquele dia 15 de Fevereiro de 1999, eu também me lembro exatamente da expressão do rosto dele quando me viu entrando pela porta da Comunidade Terapêutica. Ele sorriu com os olhos e com os lábios, simultaneamente. E naquele instante, minha "teoria da amiga" caiu por terra! A partir dali eu tive a certeza de que estaríamos juntos.

Nos abraçamos, mas não podia ser um abraço muito intenso. A instituição não permitia.
Passamos o dia juntos, de mãos dadas e dedos entrelaçados. Conversamos demais. Ele me falou sobre sua doença, fizemos planos, falamos do nosso passado, rodamos pela Fazenda, almoçamos juntos.

Hoje sei que ele já estava me manipulando (risos), porque naquela época eu era completamente crua no assunto dependência química, ou seja, alvo fácil! Eu trabalhava a temática na escola, dentro da minha disciplina, mas eu não tinha o conhecimento de causa!
Mas isso não importa mais. Essa fase passou...

Aquele dia foi um dos melhores dias da minha vida, independente do que veio depois. Naquele dia eu passei a acreditar no amor a primeira vista. Que as borboletas ficaram eufóricas naquele carnaval porque estavam tentando me avisar que aquele era o homem da minha vida. Descobri que eu o amei desde o primeiro instante que o vi.

Ficamos juntos até às 17h. Não nos beijamos, apenas nossas mãos se tocavam.
E então tive que ir embora... Nos despedimos com um abraço fraterno, e só!

Fiquei sentada na calçada em frente a Fazenda por uns 20 minutos esperando o taxista vir me buscar. A gente não podia mais conversar  ou ficar junto, e ele apenas me olhava de longe... Impotentes...
Cheguei na (mini) rodoviária por volta das 18h e meu ônibus só sairia às 22h. Chegou a ser engraçado eu ter que inventar coisas para fazer. Até banho no banheiro da (mini) rodoviária eu tomei! E acho que foi um dos melhores banhos da minha vida (risos), porque eu estava simplesmente morta de cansada. E quando entrei no ônibus eu senti essa enorme exaustão me derrubar, mas nada, absolutamente nada, me abalou. Nada tirava minha felicidade de tê-lo visto bem e ter passado um dia maravilhoso com ele.

Eu o amo... Sim... Tenho certeza disso... Eu o amo...


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A partir do momento em que decidimos ficar juntos, passamos por dias bons e outros ruins. Muitas lágrimas, palavras mal colocadas, enfim, muitos erros e acertos.
Tudo por conta de nossas insanidades e instabilidades. Ele por uma vida desregrada e eu por uma vida de baixa auto-estima.
Mas também tivemos, e temos, momentos maravilhosos, únicos...

Eu o amo tanto que só quero vê-lo bem e feliz, como ele está agora. Eu o amo tanto que decidi que o  meu Programa de Recuperação é a coisa mais preciosa da minha vida, e por isso vou me dedicar a ele. Eu o amo tanto que seria capaz de entender e respeitar a vontade dele se ele optasse por voltar atrás.
Doeria muito, mas...

Sim, eu o amo! Nossa, e como amo... E foi o amor que descobri que tenho por ele que me fez descobrir que preciso me amar mais.

E assim será...

Paz, serenidade e muito amor a todos. E maravilhosas próximas 24 horas!


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sutilmente

Boa tarde, pessoal...

As coisas andam bem por aqui, graças a Deus.
Alguns altos e baixos emocionais, mas tudo bem.
Ainda não consegui definir se estou ou não recaída, mas sei que estou lutando muito.
Estou me policiando e estudando a literatura. Ainda sinto enorme dificuldades em conter minhas fragilidades emocionais, mas estou tentando me dar tempo e me cobrar menos.
Mas vou chegar lá, sei que vou!

Estou estudando a Oração da Serenidade para que ela possa invadir meu coração com toda força que encontrar dentro de mim.
Cheguei a conclusão que estou na fase da "...Coragem para modificar as coisas que posso...".

Tenho plena consciência de que jamais vou modificar ninguém, e já consegui sabedoria para distinguir o que está e o que não está ao meu alcance, mas ainda me falta coragem e força para modificar a mim mesma. Ainda me sinto confusa e aflita. Ainda sinto muita dor.

Pensando nisso, reescrevi a oração, colocando nela meus anseios e gostaria de partilhar com vocês:

Meu Deus,
Conceda-me serenidade para aceitar que sou impotente e limitada.
E sanidade para não deixar a codependência me dominar e me fazer sair do eixo.
Que meu medo se transforme em fé, para que eu possa colher os frutos da recuperação.
Deus, minha instabilidade e minha fragilidade emocional são minhas maiores inimigas, e por isso eu preciso que o Senhor segure forte em minhas mãos, para que eu use a Sua força para derrotá-la.
Eu só posso modificar a mim mesma, então preciso de Sua coragem.
Ajude-me também a reconhecer meus defeitos de caráter, pois sei que eles existem, e para que eu consiga ser alguém melhor a cada amanhecer. 
Amém!


Está me ajudando a refletir sobre minhas atitudes.

A codependência é tão grave quanto a dependência, e por isso preciso me dedicar a mim mesma, me amar mais.

Tem uma canção do Skank, linda, por sinal, que traduz bem me meus devaneios:

"E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce...
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate (não)
Dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe enfim
Dentro de tudo que cabe em ti"



Às vezes, quando estamos recaídas, ou confusas, ou seja lá o que for, tudo que a gente precisa é de um abraço, um aconchego, ou mesmo o silêncio.
Não precisamos de palavras que nos deixam mais confusas ou tristes...

Espero que a minha oração possa ajudar.
Espero que, assim como eu e outras companheiras, muitas outras também resolvam buscar forças dentro de si para lutar e entrar em recuperação.

Espero, de coração, que a paz e a serenidade possam invadir sua vida!


Ah, e para descontrair, sugiro que assistam um vídeo bem bacana que fala as principais diferenças no cérebro das mulheres e dos homens.
Nós, mulheres, pensamos demais, sonhamos demais, esperamos demais e nos doamos demais, enquanto os homens são práticos demais.
Isso enlouquece ambas as partes! O vídeo ajudará a compreender muita coisa!!!

E quando pensarmos em dependentes e codependentes, as teorias são ainda mais intensas!

Enfim, espero que gostem!

Cérebro Masculino e Cérebro Feminino